Startups nascem a partir da solução de um problema que acaba por se tornar uma empresa, independente das incertezas. Elas precisam ser escaláveis e visam o crescimento rápido utilizando metodologias como MVP e Lean Startup. Será que a sua empresa é uma startup ou pode tornar uma?
No artigo anterior explicamos o que são as startups e como se construiu a cultura da inovação e tecnologia para resolver necessidades humanas, sociais e de mercado. Nessas empresas jovens, começar com pouco ou nenhum recurso é comum, porém, é na modelagem de negócio que está a chave para a escalabilidade dessas empresas.
Através da “onda” da quarta revolução industrial e do entendimento de que a tecnologia e a inteligência artificial podem facilitar qualquer atividade, empresas de todos os tamanhos têm procurado entender como elas podem surfá-la e aproveitar deste espaço para ganhar mercado.
Basicamente, uma startup precisa ser um negócio onde a sua principal atividade seja replicável em larga escala. Ao contrário da economia tradicional, a economia digitalizada permite maiores interações comerciais e transações bancárias capazes de gerar receita em modo quase que automático.
Como digitalizar uma empresa?
Primeiro você precisa entender que hoje a maior e mais poderosa tecnologia de todos os tempos não é o computador, é a internet. O armazenamento de dados, o tráfego das redes e as vendas online são o “novo petróleo”. Somente nas noites dos dias 18 e 19 de março, o Brasil bateu recorde em volume de dados, e movimentou 10 terabytes por segundo (Tb/s), de acordo com análises do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
O tráfego de rede cresce de 20% a 30% por ano, e com isso, o volume de dados é cada vez maior. Segundo a International Data Corporation (IDC) a previsão entre 2020 e 2024 é que esse volume crescerá para aproximadamente 143 zettabytes (1 zettabyte corresponde a 1 bilhão de terabytes ou 1 trilhão de gigabytes) o que equivale a 360 bilhões de horas de conferências web de negócios.
O poder dos dados para se tomar decisões assertivas, ou para mudanças de processos é uma necessidade no mundo atual. O cruzamento desses dados baseados nos parâmetros pretendidos sugere ações rápidas e eficientes.
Quantitativamente, a ciência dos dados proporciona segurança para fazer o certo baseado em resultados.
Hoje, qualquer processo ou serviço que se queira quantificar e analisar seu resultado da maneira mais fiel possível pode se tornar realidade.
Com a tecnologia e gestão dos dados, as empresas podem:
• Vender
• Gerenciar clientes
• Calcular previsão de demanda
• Calcular preços e suas variações a curto, médio e longo prazo
• Contabilizar a empresa (fluxo de caixa)
• Prever oscilações
• Produzir com menos recursos e mais efetividade
• Antever as necessidades do cliente
• Resolver problemas operacionais, seja do consumidor ou da empresa
• Otimizar a experiência do cliente
• Descobrir as preferências do cliente
• Verificar pontos de atenção
• Melhorar a produtividade
• Diminuir gastos ou recursos
• Encontrar melhores preços e soluções
• Comunicação direcionada, etc.
A digitalização tem várias etapas e diversas maneiras de serem feitas. Desde digitalizar um formulário, até a criação de um produto digital ou comercializá-lo digitalmente, desde que seja em larga escala.
Planejamento estratégico é outra característica forte das startups e das pequenas empresas que conseguem se tornar grandes. É através do famoso “aonde você quer chegar” que esse plano começa. E no meio desse planejamento pode acontecer algo que se chama pivô.
Pivotando a empresa para o digital
Se a sua empresa não está gerando resultados esperados, pode ser que algo no processo não tenha dado certo. Muitas startups pivotam seus produtos ou serviços porque não conseguiram validar a sua ideia. Lembra que já dissemos aqui que 42% das startups quebram por não terem demanda para a sua oferta de produto? É aí que o pivô entra: ele é um redirecionamento da estratégia empresarial, nem que para isso exista a necessidade de mudar completamente o seu produto ou serviço.
Para as startups, existem fases que precisam ser seguidas: ideação, execução, validação, e, quando a validação foi bem sucedida, tração.
A ideação é a fase inicial. Para as empresas que querem ir para o digital, ou para as novas empresas que já queiram começar com o pensamento das startups, é interessante que seja feito um mínimo produto viável, ou um MVP. Já falamos sobre isso por aqui.
A execução precisa ser pautada no planejamento estratégico inicial. O marketing é muito importante para nortear a imagem e a construção de marca da empresa e do produto. Um marketing bem efetivo só vai vender o produto for entregue conforme prometido.
Esse produto inicial estará sujeito a validação no mercado, isso é, o empreendedor precisa conceber métricas para analisar se os resultados foram bem sucedidos. Validar é ter certeza de que o seu planejamento de crescimento tem acontecido e gerado resultados. Ao se validar uma “fórmula” ou um modelo de negócio que cumpra escalas e seja replicável, o negócio começa a se focar no valuation.
Já a tração, que é o último passo dessa jornada, requer atenção, muita paciência e dedicação para acontecer. A tração é o momento onde esse modelo de negócio válido começa a ser replicado proporcionalmente à medida que os investimentos são feitos.
Modelos de negócio que funcionam são aqueles que encantam as pessoas e geram boas receitas no futuro. Para começar a modelar ou remodelar o seu negócio, sugerimos a leitura do artigo Você tem um Plano de Negócios? e
Qual é o Valor da sua empresa? para descobrir como iniciar o seu processo de
digitalização.